
Na solenidade do Sagrado Coração de Jesus e Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes, o papa Bento XVI instituiu o Ano Sacerdotal, de 19 de junho de 2009 a 19 de junho de 2010 para toda a Igreja Católica no mundo inteiro. Com o tema: “Fidelidade de Cristo, fidelidade do Sacerdote”, o papa convida todos os fiéis a voltarem, principalmente suas orações pela santificação dos sacerdotes, bem como, despertar em cada cristão a importância do papel e da missão do sacerdote na Igreja e na sociedade, ajudando-os a ser testemunho evangélico da consagração sacerdotal no mundo hoje.
Todos os sacerdotes do mundo católico, cujo número chega a mais de 400.000 membros, conforme estatísticas mais recentes da Santa Sé, encontram no Ano Sacerdotal a graça de Deus e o estímulo da Igreja para continuarem descobrindo o sentido de seu múnus ministerial como presbíteros da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Assim, dirigi-se o Cardeal Dom Cláudio Hummes, prefeito da Congregação para o Clero aos sacerdotes: “O Ano Sacerdotal, acontece em um momento de expansão de uma nova cultura emergente: predominantemente pós-moderna, relativista, urbana, pluralista, secularista, laicista, na qual os sacerdotes devem viver sua vocação e missão. O desafio é entender como ser sacerdote neste novo tempo, não para condenar o mundo, mas para salvar o mundo, como Jesus, que não veio para condená-lo, mas para salvá-lo.”
O início do Ano Sacerdotal acontece no mesmo ano em que se comemoram os 150 anos de morte de São João Maria Vianney (1859 - 04 de agosto – 2009), modelo de servo e pastor, invocado como patrono dos “padres diocesanos” e dos “párocos,” o Cura d´Ars foi proclamado pelo papa “padroeiro de todos os sacerdotes do mundo.” Bento XVI recorda aos sacerdotes o testemunho desse Santo na Oração, na Celebração da Eucaristia e na Confissão, e os exorta a terem confiança nos Sacramentos, sobretudo, no Sacramento da Confissão, colocando-o no centro de suas preocupações pastorais.
Significado do logo do Ano Sacerdotal
Celebrar um Ano Sacerdotal é para os Sacerdotes e para aqueles que participam de seu ministério uma forma de voltar ao primeiro amor do chamado a vocação, mesmo tendo passado o tempo, para poder renovar o dom e a graça da consagração sacerdotal. Assim nos lembra o Cardeal Hummes: “A razão íntima de ter que levar toda a sua vida em unidade e fortaleza de espírito, encontrá-la-á qualquer sacerdote em sua própria vocação e ministério. Chamado, de fato, como os demais batizados, a ser ‘ conforme a Cristo’ (cf. Rm 8, 29), o presbítero, além disso, participa de modo especial, como sucedia com os doze, na intimidade com Cristo e na sua missão de Pastor: ‘ Designou doze, dentre eles, para andarem com Ele e para enviá-los em missão’ (Mc 3,14).” Na vida dos Sacerdotes não se dissocia o amor a Cristo do zelo pelo pastoreio do rebanho por Ele confiado. “Dou graças ao meu Deus, cada vez que me lembro de vós nas minhas orações por cada um de vós. É com alegria que faço minha oração, por causa da vossa comunhão no anúncio do evangelho...” (Fl 1,3-5a). Façamos da oração de São Paulo nossa oração pelos sacerdotes!
Pe. Edvaldo Alexandre de Brito, cssr
Vigário Paroquial |